30 October 2008

Frases de Oscar Wilde

“Education is an admirable thing. But it is well to remember from time to time that nothing that is worth knowing can be taught”

“A Educação é uma coisa admirável. Mas é preciso lembrar, de vez em quando, que nada do que vale a pena conhecer pode ser ensinado” 'Algumas máximas para a instrução dos super-educados', em Poemas em Prosa


“Friendship is far more tragic than love. It lasts longer.”

“A amizade é muito mais trágica que o amor. Para já, dura mais tempo.” 'Algumas máximas para a instrução dos super-educados', em Poemas em Prosa


“To be really medaeval one should have no body. To be really modern one should have no soul. To be really Greek one should have no clothes.”

“Para se ser verdadeiramente medieval, não se pode ter corpo. Para se ser verdadeiramente moderno, não se pode ter alma. Para se ser verdadeiramente grego, não se pode ter roupas” 'Algumas máximas para a instrução dos super-educados', em Poemas em Prosa


“The only thing that can console one for being poor is extravagance. The only thing that can console one for being rich is economy.”

“A única coisa que nos pode consolar por ser pobre é a extravagância. A única coisa que nos pode consolar por sermos ricos é a economia.” 'Algumas máximas para a instrução dos super-educados', em Poemas em Prosa

22 October 2008

S. Carlos à noite

(© Sara Rodrigues Pereira - S. Carlos, 21 Setembro 2008, Fachada com gradeamento)

Chiado a preto e branco


(© Sara Rodrigues Pereira - 23 Setembro 2008, Chiado)

(© Sara Rodrigues Pereira - 23 Setembro 2008, Chiado)


(© Sara Rodrigues Pereira - 23 Setembro 2008, Adamastor)



(© Sara Rodrigues Pereira - 23 Setembro 2008, Eça)

17 October 2008

Preto no Branco


(© Sara Rodrigues Pereira - Miradouro S. Pedro de Alcântara, Setembro 2008)



(© Sara Rodrigues Pereira- Miradouro S. Pedro de Alcântara, Setembro 2008)

13 October 2008

Books

I wouldn’t miss Mrs. Flowers, for she gave me her secret word which called forth a djinn was to serve me all my life: books.

I know why the caged bird sings, Maya Angelou

Influênciar os outros

Porque influenciar uma pessoa é dar-lhe a nossa própria alma. O indivíduo deixa de pensar com os próprios pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais […] Torna-se o eco de uma música alheia, o actor de um papel que não foi escrito para ele. O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam-se os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. O temor à sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são as duas coisas que nos governam. E todavia […] acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expressão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças de época medieval e regressaríamos ao ideal helénico, […] Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. […] Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a acção é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso. A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal.

O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde

Dever e solidão

Nessa manhã continuavam vestidos com os fatos escuros do casamento, demasiado grossos e formais para o Caribe, e tinham o rosto devastado por tantas horas de estúrdia, mas haviam cumprido o dever de se barbearem.

[Maria Alejandrina Cervantes] Ensinou-nos muito mais do que devíamos aprender, mas ensinou-nos acima de tudo que nenhum lugar da vida é mais triste do que uma cama vazia.

Crónica de uma Morte Anunciada, de Gabriel Garcia Márquez

Ser louca dá trabalho

More than anything else, I realized, it had to be boring to be crazy, to think the same sequence of thoughts and come up with the same set of bizarre conclusions, to voice those conclusions using the same words, several times an hour, day in and day out.

The Reptile Garden, Louise Erdrich, January 28, 2008, Revista "The New Yorker"

25

Como disse Oscar Wilde, depois dos vinte e cinco anos toda a gente tem a mesma idade [...]

As loucuras de Brooklyn, Paul Auster

Nuvens profetas


(© Sara Rodrigues Pereira - Julho 2008, Porto Santo)

9 October 2008

Baixa do alto


(© Sara Rodrigues Pereira - Julho 2008 - Lisboa)
update: DAMN IT! I just dicouvered that my father has a picture very, VERY similar to this one. He took it before I did but I only saw it later, when he told me that he visited my blog and saw this picture. It's becoming a recorrent problem.

3 October 2008

Plágio arquitectónico ou fotográfico?

(© Sara Rodrigues Pereira - Amesterdão, Biblioteca Central, 9 Junho 2008)




(© Sara Rodrigues Pereira - Gare do Oriente, 4 Julho 2008)


Reparei que tenho duas fotografias muito parecidas. O que aconteceu? A mesma inspiração? O mesmo olho? Ou uma arquitectura muito semelhante em dois países diferentes?

2 October 2008

Rossio à Justa


(© Sara Rodrigues Pereira - Julho 2008)

26 September 2008

A natureza do amor

De que natureza era então o amor?

Em primeiro lugar é uma experiência a dois, mas isso não quer dizer que seja a mesma coisa para cada um. Há o que ama e o que é amado, e esses dois eram diferentes como o dia da noite. Muitas vezes, o amado é apenas um estímulo para todo o amor acumulado, durante muito tempo e até àquele momento, pelo amante. De algum modo, cada amante sabe que é assim. Sente no seu íntimo que o seu amor é solitário. Depois, conhece uma nova e estranha solidão, que o faz sofrer ainda mais. De maneira que só lhe resta fazer uma coisa. Deve abrigar dentro de si, o melhor que puder, esse amor; deve criar um mundo só seu, intenso e único. Diga-se ainda que este amante de que se fala agora, não precisa, necessariamente, de ser jovem nem destinado ao casamento – pode ser homem, mulher criança, uma qualquer criatura terrena.

E quanto ao amado, também pode ser de qualquer espécie ou natureza. O estímulo do amor pode ser provocado pelo ser mais díspar ou exótico. Um homem pode ser avô e decrépito e ainda ama uma rapariga desconhecida que viu, uma tarde, nas ruas de Cheehaw, há mais de vinte anos. O pregador põe apaixonar-se pela mulher perdida. O ser amado pode ser pérfido, ter o cabelo oleoso ou maus hábitos. Sim, e o amante pode ver isso também como qualquer outra pessoa, sem que isso afecte o seu amor. A pessoa mais insignificante pode ser objecto de um amor selvagem, extravagante e belo como os lírios venenosos do pântano. Um homem normal pode estimular um amor ao mesmo tempo violento e humilhante, como um louco pode provocar na alma de outra pessoa um idílio simples e terno. Portanto, o valor e qualidade do amor é decidido apenas pelo próprio amante.

É por esta razão que muitos preferem amar a ser amados. Quase toda a gente quer ser o amante. E a verdade nua e crua é esta: no íntimo, o facto de ser amado é intolerável para muita gente. O amado teme e odeia o amante e pela melhor das razões. O amante quer sempre mais intensamente ao seu amado, ainda que isso lhe cause somente dor.


A Balada do Café Triste, Carson McCullers

O belo som

Um compositor dá a música, um pianista a actividade mecânica, e o piano o mecanismo, mas um afiador é aquele cujo trabalho transforma as motivações humanas e a máquina num belo som.

O Afinador de Pianos, Daniel Mason

21 September 2008

Empurrar a água

É impressão minha ou os panos de secar louça de agora não absorvem a água, secando a louça, mas apenas empurram a água?

O mundo das mulheres

O interior do browstone era um museu vivo de artefactos femininos, com galerias consagradas à exposição de soutiens e cuequinhas, secadores de cabelo e tampões, boiões de maquilhagem e tubos de bâton, combinações e ganchos para o cabelo, bonecas e cordas de saltar, ferros para frisar o cabelo e cremes faciais a uma infindável colecção de sapatos. Ir àquela casa era como visitar um país estrangeiro, mas, como eu adorava todas as pessoas que lá viviam, aquele era o único sítio na Terra que eu preferia acima de todos os outros.

As Loucuras de Brooklyn, Paul Auster

18 September 2008

Sombra


(© Sara Rodrigues Pereira - Sta. Justa, 15 Julho 2008, Lisboa)

15 September 2008

Ups!

[…] Dudley Franklin, soltou um peido, um longo e estridente solo de trompete, durante uma pausa de absoluto silêncio uma aula de Geografia. Está claro que desatamos todos a rir (para uma aula cheia de miúdos de onze anos, não há nada mais cómico do que uma boa rajada de gases), mas aquilo que salvou este episódio de ir parar à categoria dos embaraços menores e lhe conferiu um estatuto de clássico, convertendo-o numa perene obra-prima nos anais da vergonha e humilhação, foi o facto de Dudley, inocente como era, ter cometido o erro fatal de apresentar desculpas a colegas e professores «Desculpem», disse ele, de olhos postos na carteira e tão, mas tão vermelho, que as suas faces mais pareciam um carros dos bombeiros pintado de fresco. Uma pessoa nunca deve assumir um peido em público. Quem o diz é a lei não escrita, a lei que decorre dos costumes. Trata-se da única regra verdadeiramente sagrada da etiqueta americana. Os peidos não têm origem em ninguém nem vêm de sítio algum; são emanações anónimas que pertencem ao grupo como um todo, e, mesmo quando todas as pessoas na sala sabem quem foi o culpado, a única atitude saudável é negar terminantemente. Contudo, o pateta do Franklin era demasiado honesto para fazer uma coisa dessas e o resultado foi que nunca mais se livrou do erro cometido.


As Loucuras de Brooklyn, Paul Auster

Famelga na net

A minha família está na internet!!

Eu estou aqui http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=75081